Toussaint Kluiters/Efe
Toussaint Kluiters/Efe

Começa em Haia o julgamento do assassinato de Hariri

Os quatro integrantes do Hezbollah acusados pelo atentado continuam foragidos e são julgados à revelia

O Estado de S. Paulo,

16 de janeiro de 2014 | 08h34

HAIA - O julgamento dos quatro homens acusados de matar o ex-primeiro-ministro libanês Rafik al-Hariri começou nesta quinta-feira, 16, em Haia, nove anos após o atentado à bomba no qual outras 21 pessoas também morreram.

Os quatro, integrantes do Hezbollah, são acusados de planejar a explosão na orla de Beirute em 2005, em um ataque que quase levou o país de volta à guerra civil. Salim Jamil Ayyash, Mustafa Amine Badreddine, Hussein Hassan Oneissi e Assad Hassan Sabra continuam foragidos e são julgados à revelia.

"O promotor tem a intenção de chamar centenas de testemunhas a este julgamento e apresentar milhares de exposições", disse o juiz responsável, David Re, ao tribunal.

"As provas, incluindo uma quantidade considerável de dados de telecomunicações, deixa marcas sobre as verdadeiras identidades dos perpetradores", disse o promotor Norman Farrell.

Um modelo em grande escala da cena da explosão ocupou o meio da sala de audiências. Uma maquete mostrava o St. George Hotel, em frente do qual uma van Mitsubishi carregada com até 3 mil quilos de explosivos foi detonada deixando uma enorme cratera na época do atentado.

O julgamento está sendo realizado em uma quadra de basquete convertida em tribunal, na antiga sede dos serviços de inteligência holandeses, nos arredores de Haia.

O Tribunal Especial de Haia para o Líbano foi criado com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) e com o apoio do então governo libanês para investigar e julgar o assassinato de Hariri./ REUTERS

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