Começa trabalho em retirada de corpos em SC

Não há mais locais isolados, mas há lugares acessíveis apenas de helicóptero ou jipes do exército

Da Redação, Agência Estado

28 Novembro 2008 | 08h19

Cinco dias após o início dos deslizamentos em Santa Catarina, por causa das chuvas constantes que atingiram o Estado, bombeiros, militares, voluntários e policiais conseguiram pisar nesta quinta, 27, na região do Morro do Baú, entre Blumenau e Ilhota, e começar os trabalhos para resgatar as vítimas da tragédia. "Os helicópteros já retiraram os vivos. Agora, temos que encontrar os mortos", diz o subtenente José Eduardo Fabres de Jesus, de 40. umidade do mar para o continente provocado pelo giro de um sistema de alta pressão com centro no mar.    Veja também: Saiba como ajudar as vítimas da chuva IML divulga lista de vítimas identificadas Mulher fala da perda de parentes em SC Tragédia em Santa Catarina  Blog: envie seu relato sobre as chuvas  Blog Ilha do sem Blumenau  Blog Desabrigados Itajaí  Blog Arca de Noé  Veja galeria de fotos dos estragos em SC   Tudo sobre as vítimas das chuvas       Outras localidades continuam com o acesso complicado para quem trabalha no resgate. Apesar de o governo de Santa Catarina afirmar que não há mais lugares isolados, pelo menos cinco comunidades de Blumenau e dois bairros do município de Garcia só são acessíveis por helicóptero ou por grandes jipes do Exército. Os militares também se preocupam com a segurança pública. Além de boatos estupros na periferia de Blumenau e do Baú, há relatos de que pessoas com fardas falsas do Exército estão entrando nas casas para roubar. No entanto, o tenente-coronel Dalri, comandante das operações na região, nega esse tipo de ocorrência."Já vi pessoas com armas à noite, rondando as casas para ver se há algo de valioso", diz o policial civil de Blumenau Marcos Augusto Pomarim. "Soubemos até de criminosos que estão indo aos abrigos para checar se há alvos valiosos e para descobrir quais casas estão abandonadas. A natureza humana é assim, há voluntários que estão há dias sem dormir apenas para ajudar a sua comunidade, enquanto há pessoas que só querem se aproveitar."

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