Comida e antropologia

Como o senhor começou a escrever sobre comida?

O Estado de S.Paulo

02 Julho 2009 | 02h53

Eu gostava de comida, antropologia, tinha passado anos na confeitaria mas o clique foi quando me mudei para Paris, e conheci o trabalho do crítico gastronômico do International Herald Tribune, Waverly Root. Admirava a abordagem culta, histórica e espirituosa, que usava para escrever sobre comida. Isto me influenciou.

Porque o livro sobre ?bacalhau??

Nasci numa região com grande tradição pesqueira. Nas minhas viagens, notei como o bacalhau desempenhava papel importante nas culinárias do Caribe, África e Europa.

Gosta de bacalhau? Qual sua receita favorita com o peixe?

Gosto muito! O bacalhau al pil-pil é meu prato preferido.

Os Estados Unidos estão olhando mais para sua gastronomia?

Sem dúvida. Antes os americanos acreditavam que boa comida só podia estar associada à França e Itália. Isso mudou, já faz algum tempo.

Seu livro mais recente (?Food of a Young Land?) é sobre cozinha regional americana. Ela resiste?

Os Estados Unidos costumavam ter uma cozinha regional e tradições bem ricas. Fiquei impressionado ao descobrir o quanto a culinária do centro-oeste americano era desenvolvida. Gostei de encontrar receitas tradicionais, como o pudim de caqui de Indiana, que pouca gente conhece.

Como salvar essas tradições culinárias regionais?

Existe agora movimento muito forte de recuperação de pratos tradicionais. As pessoas voltaram a comprar produtos de pequenos produtores. Acho que esse é o caminho.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.