Comissão de Ética adia decisão sobre consultorias de Pimentel

Um pedido de vista adiou a decisão da Comissão de Ética Pública da Presidência da República sobre abertura de procedimento para que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, preste informações sobre suas consultorias.

REUTERS

12 Março 2012 | 19h42

"O relator votou pela abertura de procedimento com pedido de informações a autoridade, mas não houve decisão em face do pedido de vista do conselheiro Roberto Caldas", disse nesta segunda-feira o presidente da Comissão de Ética, Sepúlveda Pertence.

Pimentel, segundo reportagens publicadas na imprensa no final do ano passado, teria obtido 2 milhões de reais em serviços de consultoria entre 2009 e 2010 - período após sua saída do cargo de prefeito de Belo Horizonte - por meio da empresa P-21.

Uma das empresas atendidas pela P-21 teria ganho um contrato com a Prefeitura de Belo Horizonte após o ministro deixar o cargo.

A comissão decidiu também aplicar censura ética ao ex-ministro da Agricultura, Wagner Rossi, pela utilização de aeronaves, e abriu procedimento para que o ex-vice-presidente do Banco do Brasil Alan Toledo se manifeste sobre reportagens publicadas na imprensa, que incluem uma transferência de mais de 900 mil reais para sua conta.

Sepúlveda disse ainda que Dilma solicitou à Comissão de Ética que, em caso de recomendação de exoneração de algum ministro, que o relatório do grupo seja encaminhado à ela com os motivos.

A próxima reunião do grupo será em 26 de março.

(Hugo Bachega)

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