Comissão de Ética da Presidência decide não investigar Palocci

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu nesta segunda-feira que o crescimento patrimonial do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, não será investigado.

REUTERS

16 de maio de 2011 | 14h37

"Não há no momento o que apurar... Não cabe à Comissão indagar como cada ministro chegou ao patrimônio que revela ao tomar posse", disse a jornalistas o presidente da Comissão, Sepúlveda Pertence, após reunião do grupo no Palácio do Planalto.

Palocci foi alvo de acusações, publicadas no domingo pelo jornal Folha de S.Paulo, de que seu patrimônio teria aumentado 20 vezes desde 2006, enquanto desempenhada mandato de deputado federal.

O ministro, segundo o jornal, comprou dois imóveis por meio da empresa Projeto, de qual é sócio: um apartamento por 6,6 milhões de reais e uma sala comercial de 882 mil reais, ambos em São Paulo a e adquiridos antes de assumir o cargo no governo da presidente Dilma Rousseff.

Palocci afirmou, em nota, que sua "evolução patrimonial, pessoa física, consta de sua declaração de renda".

"Se chegar alguma coisa concreta à Comissão que envolva falsidade nas declarações prestadas, aí sim a Comissão tem o que fazer", disse Pertence.

A Projeto foi criada em 2006 para prestar serviços de consultoria, atividade que realizou até 2010.

De acordo com Pertence, houve um contato informal de Palocci, antes de sua posse como ministro, sobre a mudança do objeto da empresa devido a um possível conflito de interesses entre as atividades da Projeto e a sua função à frente da Casa Civil.

Segundo Pertence, a atuação da empresa foi restringida à administração dos dois imóveis de Palocci. Disse ainda que o ministro não exerce influência nas decisões tomadas pela Projeto, cuja gestão é feita por uma instituição financeira.

"Ele nos perguntou se a fórmula era adequada e nós entendemos que sim... Não há proibição de que ministros de Estado tenham uma sociedade como ela foi reduzida", disse Pertence, que afirmou que o mesmo mecanismo já foi empregado por outros ministros.

A Comissão de Ética se reúne regularmente e o encontro desta segunda-feira já estava agendado.

(Reportagem de Hugo Bachega)

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