Comissária do Clima vai aos EUA defender normas aéreas }

A comissária das Nações Unidas para o Clima, Connie Hedegaard, viaja na semana que vem aos EUA para defender a política de corte de emissões do setor aéreo do bloco europeu. Governos e empresas aéreas da UE alertam que a insistência na política de redução de emissões de gases-estufa da ONU pode levar a um caos nos céus e deflagrar uma guerra comercial.

O Estado de S.Paulo

24 Março 2012 | 03h04

A lei, que entrou oficialmente em vigor em 1.º de janeiro, concede um prazo longo para as empresas se adaptarem, e até agora nenhuma delas tomou providências para compensar emissões comprando créditos no mercado europeu, o que só deverá acontecer no próximo ano, quando for finalizado o cálculo de suas emissões. Até lá, uma série de prazos temporários serão dados para que as companhias enviem dados de seus inventários de emissões ao sistema europeu de comércio de créditos de carbono.

A Índia afirmou anteontem que iria ignorar o próximo prazo - dia 31 de março, e, seguindo o exemplo da China, aconselhou suas empresas aéreas a não adquirirem permissões de emissão no mercado europeu de créditos de carbono. Recentemente, a China cancelou US$ 14 bilhões em compras da Airbus, empresa europeia de aeronaves, deixando claro que a suspensão era um boicote à política europeia.

Connie Hedegaard novamente afirmou que o único motivo para alterar o curso da política proposta seria a apresentação, por parte da Organização Internacional da Aviação Civil (Icao, na sigla em inglês), de um plano global para conter as crescentes emissões do setor. "Não podem nos chantagear para mudarmos a lei. Se não concordam com ela hoje, por que o fariam no âmbito da Icao?", indagou Connie.

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