Comitiva presidencial gasta R$ 325 mil em hospedagem

Dilma, 4 ministros e assessores usaram ainda 21 carros; presidente teve 5 horas de compromissos oficiais em três dias

CIDADE DO VATICANO , O Estado de S.Paulo

21 de março de 2013 | 02h06

O novo papa pode pregar uma vida simples. Mas o governo brasileiro gastou mais de R$ 100 mil por noite apenas em diárias de hotéis em Roma para participar de sua posse. A delegação do governo brasileiro que viajou para a posse do papa Francisco permaneceu três noites na Cidade Eterna e, no lugar de usar a embaixada, se hospedou em um dos hotéis mais luxuosos da Europa. Nesse período, a presidente Dilma Rousseff teve apenas cinco horas de reuniões e compromissos oficiais. O restante do tempo foi usado para turismo e jantares em locais não divulgados.

No total, o governo gastou 125,9 mil euros (cerca de R$ 325 mil) apenas para hospedar a comitiva oficial em dois hotéis de Roma, além de alugar salas de apoio e reunião. A pequena fortuna ainda não conta os custos de celular, as diárias dos funcionários e o transporte.

"A comitiva e a equipe técnica foram hospedadas no hotel Westin Excelsior e a equipe de apoio hospedou-se no hotel Parco dei Principi", diz a nota do Itamaraty, que não revelou o número de pessoas na delegação.

Dilma estava na companhia de quatro ministros - Helena Chagas (Comunicação Social), Aloizio Mercadante (Educação), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e Antonio Patriota (Relações Exteriores). Alguns tiveram tempo de fazer compras durante a estadia. A delegação utilizou uma frota de 21 carros e diversos assessores - seguranças, intérpretes, assessores e pilotos do avião oficial.

Agenda. No total, 25 quartos de hotéis foram utilizados apenas para o núcleo principal da comitiva, enquanto a embaixada em Roma, na Piazza Navona, ficou vazia.

Além das duas horas de missa de inauguração do papa, os outros compromissos foram: encontro de 45 minutos com o brasileiro José Graziano, diretor da FAO (órgão da ONU de alimentos e agricultura); audiência de uma hora com o presidente da Itália, Giorgio Napolitano; reunião de 30 minutos com representantes do governo da Eslovênia e 15 minutos de conversa com Cristina Kirchner.

Só no domingo, quando chegou, Dilma fez quatro horas de turismo por Roma, visitando igrejas e jantando pela cidade. Na segunda-feira, ela ainda foi visitar uma exposição de pintura e, na terça, também saiu para passear.

Em nota, a assessoria do PPS informou que o deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR) vai cobrar do Palácio do Planalto mais informações sobre o custo total da viagem presidencial. / J.C.

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