Commodities pesam e Bovespa vira para baixo no final

O surpreendente otimismo de Wall Street com comentários positivos de uma analista sobre bancos dos EUA amorteceu as perdas do principal índice acionário brasileiro, mas não o protegeu da sexta baixa em 7 sessões.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

13 Julho 2009 | 18h33

Depois de ter passado a maior parte do dia no vermelho, o Ibovespa chegou a esboçar reação no final. Já nos ajustes, o indicador retomou a tendência negativa, encerrando com queda de 0,07 por cento, aos 49.186 pontos. O pregão teve um movimento financeiro de 4,88 bilhões de reais.

De acordo com profissionais do mercado, o descolamento da bolsa brasileira em relação às norte-americanas deve-se a desempenhos setoriais distintos e seus pesos em cada mercado.

"Por ser fortemente influenciado por empresas de commodities, que tiveram um dia ruim, o Ibovespa ficou para trás", disse Ernesto Leme, CEO da Claritas Wealth Management.

O segmento de siderurgia, por exemplo, caiu em bloco e foi o que mais pesou sobre o índice. A ação preferencial da Usiminas caiu 5,5 por cento, para 35,51 reais. Gerdau e CSN recuaram 1,8 por cento e 0,8 por cento, respectivamente.

Os setores de telefonia, construção civil e eletricidade também pressionaram o Ibovespa. Em destaque, Light foi a pior do dia, escorregando 5,9 por cento, para 25,05 reais. Ainda nesta segunda-feira será anunciado o preço das ações da companhia que serão vendidas em oferta pública secundária.

Com isso, nem mesmo a recuperação das blue chips no final do pregão conseguiu segurar o Ibovespa para cima. O papel preferencial da Vale subiu 0,7 por cento, para 28,25 reais, enquanto a da Petrobras cresceu 0,4 por cento, cotada a 29,79 reais.

Nos Estados Unidos, a respeitada analista Meredith Whitney elevou nesta segunda-feira a recomendação do Goldman Sachs e afirmou que o Bank of America é o mais barato entre os grandes bancos dos EUA.

Seus comentários, às vésperas do início da temporada dos resultados dos bancos no segundo trimestre, levantaram o setor financeiro, ditando ganhos vigorosos dos principais índices de ações de Wall Street. O Dow Jones subiu 2,27 por cento.

No Ibovespa, a influência chegou a ser sentida nos bancos domésticos. No final do dia, entretanto, só Bradesco conseguir fechar acima do zero, com alta de 1,3 por cento, a 27,21 reais.

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