Como o universo virtual virou uma cidade fantasma

Com mais de 11 milhões de usuários cadastrados, metaverso da Linden sofre com problemas ‘reais’, mas descobre identidade

07 Janeiro 2008 | 00h00

Não é à toa que Philip Rosedale, o norte-americano criador do Second Life (leia entrevista exclusiva abaixo), foi eleito no ano passado uma das cem pessoas mais influentes do mundo pela revista Time. Ele simplesmente pensou em um produto que unia comunidades online, games e comunicadores instantâneos e colocou a lógica 3D para funcionar na Web 2.0, o termo usado para as ferramentas colaborativas da internet. Isso foi em 2003. Hoje, o Second Life tem mais de 11 milhões de usuários cadastrados, e apenas 5% deles se conectaram na última semana, de acordo com a Linden Lab. No Brasil, a versão em português chegou em abril do ano passado e reuniu até agora 600 mil avatares - 50 mil deles ativos. A proposta inicial do programa era fornecer espaços para que os chamados residentes construíssem um mundo da forma que bem entendessem. Claro que por trás há um sistema de assinatura e uma economia virtual que rende bons lucros para a Linden Lab. Rosedale ficou milionário. Quando conectados, avatares podem agir como se fossem humanos. Andar, correr, comer, falar, trabalhar, voar e transar. Essa liberdade e semelhança forçada à vida real trouxeram problemas reais ao metaverso da Linden. Denúncias de pedofilia, quebra de patente, pirataria e golpes financeiros mancharam a reputação do SL. Ao mesmo tempo, o lado do bem entendeu as regras e recriou o conceito de segunda vida. De que lado você fica? L.P e M.A.

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