Como são as negociações

A Rio+20 é convocada pela Organização das Nações Unidas (ONU), portanto todos os seus 193 Estados-membros participam das negociações. As decisões têm de ser unânimes, o que torna a diplomacia complexa e faz com que as negociações se arrastem até os últimos minutos do evento, avançando madrugada adentro na tentativa de conciliar interesses muitas vezes antagônicos de países mais pobres e mais ricos.

O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2012 | 03h03

A Rio+20 foi proposta em 2007 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas só foi convocada pela ONU em dezembro de 2009. Desde então, várias reuniões foram feitas para produzir um documento que servirá de base para as negociações no Rio.

A primeira versão deste documento, chamada rascunho zero, foi apresentada em janeiro, com 19 páginas. Após algumas rodadas de negociação, uma segunda versão, o rascunho um, foi apresentada em abril, com 278 páginas.

O aumento deve-se às centenas de modificações propostas pelos países, que são inseridas no texto entre colchetes - indicando que ainda não há consenso sobre como deve ser a redação daquele trecho.

O processo diplomático consiste em negociar cada um desses colchetes, aceitando-os, modificando-os ou eliminando-os, até se chegar a um documento final que possa ser aprovado por consenso na sessão plenária que encerra a conferência.

Os países negociam às vezes individualmente e às vezes em blocos - como o G-77, que representa 132 nações em desenvolvimento, entre elas o Brasil.

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