Comprar nos EUA fica mais difícil

Nem adianta pedir um iPhone para o tio, a mãe, o filho, para a avó, o amigo ou a colega de trabalho que está com viagem marcada para os Estados Unidos. A ativação do telefone agora terá de ser feita na loja, no momento da compra. Ou seja, pelo menos por enquanto, quem adquirir um iPhone nos EUA a partir do dia 11, é obrigado a assinar um plano de ligações da operadora norte-americana AT&T para sair com o telefone na mão. Pior de tudo, você será cobrado mensalmente pela empresa por dois anos, a duração do contrato. O jeito seria pagar US$ 211 a mais, que é o valor da multa da AT&T para cancelar planos em menos de um mês. Só que o iPhone sairia pelo dobro. Com o modelo anterior do telefone a ativação podia ser feita pela internet. Dava para comprar o aparelho, sem nunca assinar um plano da AT&T, e desbloqueá-lo para usar qualquer operadora. Na França, de certa forma será mais fácil para os brasileiros comprarem o iPhone. Por lá a lei obriga a venda de aparelhos desbloqueados. Só que isso tem preço: você paga muito pelo celular. Em novembro, quando o modelo anterior foi lançado, ele custava 749 euros (quase R$ 1,9 mil). Vitor Vicentini, consultor em artes gráficas, de 47 anos, comprou um iPhone no exterior. Mesmo sendo cliente da Claro, ele preferiria adquirir o novo modelo da mesma maneira outra vez. "Não vejo vantagem em comprar na loja aqui. Desbloquear é a coisa mais fácil do mundo, basta baixar o software e em dez minutos você está falando", diz. Agora não vale mais a pena. Para Vinicius Caetano, analista do IDC Brasil, as pessoas que compram no exterior são minoria e, mesmo com um preço mais alto no Brasil, o iPhone não deixa de atrair o consumidor.

16 Junho 2008 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.