Conclave começará na terça-feira

O Colégio Cardinalício marcou para terça-feira a abertura do conclave que elegerá o sucessor de Bento XVI. A decisão só foi tomada na sétima reunião da Congregação-Geral do Colégio Cardinalício, após cinco dias de debates a portas fechadas, durante os quais os cardeais se obrigaram, sob juramento, a manter sigilo sobre as questões discutidas.

JOSÉ MARIA MAYRINK, ENVIADO ESPECIAL / VATICANO, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2013 | 02h36

A demora da definição da data do conclave se explica em parte pela necessidade de todos os cardeais eleitores já se encontrarem no Vaticano, o que aconteceu ontem, quando o cardeal vietamita Jean-Baptiste Pham Minh Man, arcebispo de Ho-Chi Min, se juntou à Congregação-Geral. Ele só chegou ontem porque o governo comunista do Vietnã demorou a autorizar sua viagem. O número de eleitores é de 115 cardeais.

É pouco provável que o conclave demore muito, porque os eleitores iniciarão a votação depois de conversar muito sobre o perfil ideal do novo papa e a escolha de um candidato capaz de enfrentar a grave crise que a Igreja vive. Nas oito reuniões da Congregação-Geral, os cardeais analisaram também, em mais de cem intervenções, os problemas e desafios da Santa Sé - entre eles os casos de abusos sexuais cometidos pelo clero e denúncias de escândalos financeiros no Vaticano.

A expectativa é de que o novo papa seja escolhido no terceiro ou quarto dia de conclave, ou seja, após cinco ou seis votações. O cardeal Ratzinger, papa emérito Bento XVI, foi eleito no segundo dia. A rapidez da escolha se explica pelo fato de que havia certo consenso em torno do nome - o que não acontece agora, quando os cardeais parecem estar desunidos.

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