Conclusão de inquérito sobre remédio pode ser adiada

A Polícia Civil mineira solicitou hoje à Justiça a prorrogação de prazo para a conclusão dos sete inquéritos instaurados para investigar os casos de pessoas que morreram após ingerirem o vermífugo Secnidazol 500mg manipulado pela Fórmula Pharma, de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. A suspeita é de que o medicamento tenha causado a morte de pelo menos dez pessoas no fim de 2011, mas o número pode ser maior, já que há mais quatro mortes suspeitas em Novo Cruzeiro, na mesma região.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

05 de janeiro de 2012 | 21h04

O prazo para a conclusão das investigações terminava hoje, mas, segundo a responsável pelos inquéritos, delegada Herta Coimbra, é necessário aguardar a conclusão das análises físico-químicas realizadas em cinco amostras do medicamento e da matéria prima usada na manipulação. Laudo parcial da Fundação Ezequiel Dias (Funed) já mostrou que foi usado um anti-hipertensivo na produção do Secnidazol, mas a instituição ainda analisa a quantidade da substância errada usada no medicamento para emitir o laudo definitivo.

A delegada aguarda também a conclusão da perícia feita nas vísceras de oito vítimas que foram exumadas nos dias 21 e 22 de dezembro. A análise está a cargo do Instituto Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte e a previsão é de que os laudos fiquem prontos no fim do mês. O proprietário da Fórmula Pharma, Ricardo Luís Portilho, pode ser indiciado por homicídio.

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