Concurso pelo Twitter dava ciclo de fertilização

A clínica de medicina reprodutiva Origen, que tem unidades em Minas e no Rio, suspendeu ontem a realização de um concurso que premiaria cinco mulheres com um ciclo de fertilização grátis. A campanha fere os artigos 58 e 71 do Código de Ética Médica, que proíbe "o exercício mercantilista da medicina" e promoções. O código diz que os médicos não podem oferecer seus serviços como prêmio.

Fernanda Bassette, O Estado de S.Paulo

23 Junho 2011 | 00h00

O concurso, que foi anunciado pelo Twitter, tinha como objetivo comemorar o fato de a clínica ter atingido 5 mil gestações. As inscrições iriam até 27 de julho. Para participar, o interessado deveria seguir o perfil da clínica e responder à questão: "Por que mereço ganhar uma fertilização in vitro da Clínica Origen?" e incluir "#baby5000" no final.

A assessoria de imprensa da clínica informou que o concurso foi adiado até que o Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG) se posicione sobre a legalidade da prática. Informou também que o objetivo da campanha era atender a mulheres de baixa renda, que não têm condições de pagar o tratamento.

O CRM-MG não abriu sindicância porque a promoção foi suspensa. O órgão diz que, aparentemente, parece haver uma infração do código de ética. Caso a campanha volte, a clínica pode sofrer advertências e os médicos podem até ser cassados.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.