Conferência buscará alternativas para período pós-Kyoto

Começa amanhã, na Indonésia, a Conferência do Clima (COP-13), reunião de 180 países para decidir, em 12 dias, como a humanidade vai lidar com o aquecimento global e suas conseqüências. A reunião - a 13ª entre as partes que compõem a Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas - tem o objetivo de buscar soluções políticas a serem implantadas após 2012, quando termina o prazo de cumprimento do Protocolo de Kyoto. Todos concordam que a resposta precisa ser mais dura do que um corte de 5,2% das emissões de gases-estufa pelos países ricos. O problema, contudo, está nos detalhes.Os países não conseguem conciliar suas agendas com um modelo único, global e efetivo, que contemple as premissas da própria convenção: a responsabilidade sobre as emissões antrópicas (feitas pelo homem) é comum, porém diferenciada entre ricos e pobres, e quem poluiu mais paga e faz mais. As diferenças são tão grandes que podem provocar a inação, resultado menos adequado ao momento.A COP-13 é o ápice de um ano em que a crise climática se tornou um evento midiático, um consenso científico, um norteador político, um modulador econômico e uma peça de propaganda. Em maior ou menor grau, governos e sociedade discutiram como sentirão e lidarão com os impactos e o que precisa ser feito para evitar os piores efeitos das mudanças pela qual a Terra passa. ?Precisamos aproveitar o ano para avançar nessa negociação. No ano que vem o tema esfria um pouco?, diz Rubens Born, coordenador da ONG Vitae Civilis, que acompanhou quase todas as conferências. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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