Conferência do clima busca resolver impasses

As negociações climáticas na Conferência das Partes em Doha, no Catar, entraram ontem na etapa final, com os principais pontos ainda abertos, o que deixa sua solução para os ministros de Estado, que começam a se reunir hoje.

GIOVANA GIRARDI, ENVIADA ESPECIAL / DOHA, O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2012 | 02h07

Na tentativa de facilitar esse processo, o presidente da COP, Abdullah Bin Hamad Al-Attiyah, convocou o Brasil e a Noruega a consultar os ministros, a fim de tentar desentravar os trabalhos.

Restam dúvidas, por exemplo, sobre por quanto tempo o novo período do Protocolo de Kyoto deve ficar em atividade, se até 2017 ou até 2020, mas principalmente o que será feito com o hot air - uma espécie de poupança de emissões reduzidas que países como Rússia e Polônia têm porque diminuíram mais do que precisavam e querem agora carregar para as novas metas.

No caso da Rússia, a coisa é mais complicada porque o país não quer se comprometer mais com Kyoto, mas quer continuar usando o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, comprando créditos de emissão de carbono.

O financiamento de países desenvolvidos para ações de mitigação e adaptação é outro problema. Em 2012 termina um período de compromisso rápido que implicava um investimento de US$ 30 bilhões. As nações ricas dizem que cumpriram, mas isso ainda está sendo avaliado. Para 2013 teria de ser iniciado um novo compromisso, que deve resultar num financiamento de até US$ 100 bilhões em 2020.

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