Conferência internacional proíbe comércio de peixe-serra

Todas as sete espécies de peixe-serra constam da lista sob risco crítico

Agencia Estado

14 de junho de 2007 | 17h03

Uma conferência internacional sobre espécies ameaçadas concordou em proibir praticamente todo o comércio de peixes-serra, grandes arraias semelhantes a tubarões, cujos longos focinhos, repletos de dentes, são um item quente entre colecionadores. A conferência também regulamentou o comércio da enguia européia, que pode estar sendo levada à extinção pelo excesso de pesca.Todas as sete espécies de peixe-serra constam da lista de variedades sob risco crítico, principalmente por causa da pesca. Esses animais são valorizados pela carne, barbatanas e focinho. Conhecida como rostra, essa parte da anatomia do peixe-serra pode ter até dois metros de comprimento. Esses peixes também são capturados vivos para aquários, e partes de seus corpos são parte da medicina tradicional do Oriente. Pequenos pescadores quenianos "poderiam se aposentar com a captura de um único peixe-serra, por conta do grande valor das barbatanas - US$ 443 (R$ 900) o quilo, para exportação - da rostra, que chega até US$ 1.450 (R$ 3.000)", disse Dorothy Nyingi, do Quênia, durante a reunião da Convenção Internacional de Comércio de espécies Ameaçadas (Cites).Delegados de um comitê da Cites apoiaram a proposta de proibir o comércio de seis espécies de peixe-serra e autorizar a venda de uma variedade, encontrada apenas em águas australianas. A decisão deverá ser acatada pelo plenário da convenção, na sexta-feira.

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