Confiança do comércio sobe 1,4% no tri até novembro ante 2011--FGV

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 1,4 por cento na média do trimestre concluído em novembro, frente ao mesmo período do ano passado, registrando o primeiro resultado positivo da série, informou nesta terça-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Reuters

04 Dezembro 2012 | 08h22

No resultado anterior, referente ao período de três meses findos em outubro em comparação com igual trimestre de 2011, a FGV havia anunciado queda de 0,7 por cento.

"O resultado de novembro confirma a perspectiva de aceleração do ritmo de atividade do setor no quarto trimestre do ano", disse a FGV em comunicado.

O setor de Varejo Restrito teve alta de 0,4 por cento no trimestre concluído em novembro na comparação com o mesmo período do ano passado, ante queda de 1,1 por cento em outubro.

No Varejo Ampliado, setor que inclui veículos, motocicletas, partes e peças, a confiança subiu 0,5 por cento no indicador trimestral até novembro, após ter registrado queda de 1,2 por cento no período de três meses encerrado em outubro.

Já no Atacado, o índice de confiança subiu 2,9 por cento no trimestre até novembro, depois de subir 0,9 por cento no resultado de três meses anterior.

Por sua vez, o indicador do estudo que mede a percepção do setor em relação à demanda no momento atual --o Índice de Situação Atual (ISA-COM) médio-- registrou alta de 2,4 por cento no período de três meses até novembro,

Entre as empresas consultadas, 24,8 por cento avaliaram o nível atual de demanda como forte e 15,6 por cento, como fraca. No mesmo período de 2011, estes percentuais haviam sido de 23,3 por cento e 16,8 por cento, respectivamente.

Já indicador trimestral do Índice de Expectativas (IE-COM) avançou 0,6 por cento em novembro na comparação com um ano antes. Em outubro, houve queda de 0,5 por cento no mesmo quesito.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga em 13 de dezembro os dados de outubro sobre as vendas no varejo que, em setembro, avançaram 0,3 por cento.

O resultado, o menor para os meses de setembro desde 2005, mostrou que a atividade ainda não tinha conseguido se recuperar com mais força e a perspectiva é de que se mantenha nesses níveis em meio à cautela dos bancos em conceder crédito.

A economia brasileira como um todo continua dando sinais de cansaço. No trimestre passado, o Produto Interno Bruto (PIB)cresceu apenas 0,6 por cento ante o trimestre anterior.

(Por Camila Moreira)

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