Confiança do consumidor aumenta; do empresário fica estável

A confiança do consumidor brasileiro aumentou em setembro, alcançando o maior patamar em cinco anos, enquanto a dos empresários da indústria manteve-se praticamente estável mas em nível considerado positivo, segundo dados desta quarta-feira.

REUTERS

22 de setembro de 2010 | 15h08

O Índice de Confiança do Consumidor medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) subiu 0,7 por cento sobre agosto, para 121,7 pontos, com ajuste sazonal.

"O resultado favorável tem a ver com o ambiente econômico em geral, influenciado principalmente pelo mercado de trabalho. As avaliações sobre as oportunidades de emprego são muito favoráveis", disse à Reuters o economista da FGV Aloisio Campelo.

"O consumidor ainda está terminando a fase de ajustes devido à antecipação de consumo com o IPI reduzido. A inadimplência já caiu e nos próximos meses deve haver uma retomada das compras."

O componente de situação atual subiu 3,5 por cento, para 140,8 pontos em setembro, o maior da série histórica. O de expectativas, por outro lado, caiu 1,1 por cento, a 111,6 pontos. Em relação ao futuro, caiu o indicador de otimismo sobre a situação econômica local, em 2,1 por cento.

"As expectativas ainda são otimistas, apesar da queda de setembro... É um abrandamento, mas um cenário otimista ainda para os próximos seis meses", ponderou.

A pesquisa foi feita com mais de 2 mil domicílios das sete principais capitais do Brasil, de 31 de agosto a 17 de setembro.

Já o Índice de Confiança do Empresário Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu a 63,4 pontos em setembro, ante 64 em agosto.

Apesar da queda, a CNI avaliou que o índice ainda demonstra confiança dos empresários e está acima da média histórica, de 59,5 pontos.

"O otimismo elevado sinaliza que os industriais continuarão investindo em suas empresas, comprando matéria-prima e contratando mão de obra. Ninguém está esperando uma paralisação desse crescimento", apontou o gerente-executivo da unidade de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca.

A pesquisa, feita entre 31 de agosto e 21 de setembro, ouviu 2.038 empresas.

(Com reportagem de Vanessa Stelzer e Rodrigo Viga Gaier)

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