Confiança do setor de serviços cai 2,1% em julho ante junho--FGV

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 2,1 por cento em julho na comparação com junho ao passar de 123,1 pontos para 120,6 pontos e, após a quarta queda consecutiva, chegou ao menor patamar desde agosto de 2009, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

Reuters

31 de julho de 2012 | 08h35

De acordo com a FGV, a piora na comparação mensal do ICS foi influenciada tanto pela percepção do setor em relação ao momento atual quanto pelas expectativas para os próximos meses, confirmando "o quadro de desaceleração no nível de atividade no setor".

O Índice da Situação Atual (ISA-S) registrou queda de 2,4 por cento em julho ante junho, contra queda de 2,7 por cento anteriormente. O indicador atingiu 106,0 pontos, o menor desde outubro de 2009, quando chegou a 105,3 pontos.

O quesito que mais contribuiu para o resultado do ISA-S entre julho e junho foi aquele que mede o grau de satisfação em relação à Situação Atual dos Negócios, que recuou 3,9 por cento ao passar de 115,8 para 111,3 pontos.

Das 2.814 empresas consultadas, 27,7 por cento avaliam a situação atual como boa contra 28,5 por cento no mês anterior. Já 16,4 por cento a consideram ruim, contra 12,7 por cento em junho.

Por sua vez, o Índice de Expectativas (IE-S) recuou 1,7 por cento em julho, ante queda de 1,1 por cento no mês anterior, o menor nível desde julho de 2009, quando chegou a 132,3 pontos.

O indicador que mede as expectativas do empresariado quanto à tendência dos negócios nos seis meses seguinte foi o que mais influenciou na queda mensal do IE-S, com um recuo de 2,1 por cento, para 137,0 pontos, o menor patamar desde julho de 2009 (133,3).

A proporção de empresas prevendo melhora diminuiu de 46 para 43,4 por cento, enquanto a parcela das que esperam piora passou de 6,0 para 6,4 por cento.

O cenário desfavorável da atividade brasileira atual é acentuado principalmente pelo desempenho da indústria. A dificuldade da economia em deslanchar já levou o governo a cortar a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,5 por cento para 3 por cento.

A projeção, porém, ainda é melhor que a do Banco Central, que reduziu suas contas para este ano de 3,5 para 2,5 por cento.

(Reportagem de Camila Moreira)

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