Conflito entre traficantes no Rio deixa 42 mortos

A caçada policial aos traficantes acusados de derrubar o helicóptero da Polícia Militar no sábado chegou ao asfalto e aterrorizou os moradores do bairro da Penha, na zona norte, onde um apartamento pegou fogo após ser atingido por uma bala perdida e fechou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que funciona em um parque. Seis corpos foram encontrados na favela do Fumacê, em Realengo (zona oeste), aumentando para 42 o número de mortos no Rio desde o início dos confrontos.

PEDRO DANTAS E THALITA FIGUEIREDO, Agencia Estado

23 de outubro de 2009 | 19h59

Na Vila Cruzeiro, 180 policiais do 16º Batalhão de Polícia Militar foram recebidos a tiros. Três pessoas ficaram feridas por balas perdidas. Expedito José Rodrigues, de 57 amos, foi baleado na perna, e o veterano da Força Expedicionária Brasileira Bruno de Barros, de 86 anos, baleado de raspão no tórax. Os dois não correm risco de vida, mas o estado de Severino Marcolino dos Santos, de 51 anos, é grave. Ele foi baleado no rosto.

Após a operação, um outro tiroteio apavorou os pacientes da UPA da Penha. Pacientes reclamaram que foram impedidos de sair.

A PM prendeu 13 pessoas em operações na Favela do Jacarezinho e em Manguinhos, áreas dominadas pelo Comando Vermelho. A facção criminosa é acusada pela invasão ao Morro dos Macacos na noite do dia 13. Na ocasião, dez pessoas morreram, ente elas três tripulantes de um helicóptero da PM abatido a tiros.

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