Conflito no Sri Lanka matou mais de 20 mil civis, diz jornal

Mais de 20 mil civis tâmeis foram mortos nos últimos dias da operação militar do Sri Lanka para derrotar os rebeldes Tigres do Tâmil, informou o jornal britânico The Times nesta sexta-feira.

REUTERS

29 de maio de 2009 | 08h46

Autoridades do Sri Lanka disseram que suas forças pararam de usar armas pesadas no dia 27 de abril em uma área de cessar-fogo onde acredita-se que 100 mil civis tâmeis estejam abrigados, e responsabilizam os rebeldes escondidos entre civis pelas mortes, de acordo com o jornal.

Citando documentos confidenciais da Organização das Nações Unidas (ONU) aos quais teve acesso, o Times disse que o número de civis mortos na zona de cessar-fogo aumentou desde o final de abril, com cerca de 1.000 civis mortos diariamente até 19 de maio. Este foi o dia em que ocorreu o assassinato de Vellupillai Prabhakaran, líder do movimento Tigres Pela Libertação da Pátria Tâmil (LTTE).

O número final de civis mortos pode passar de 20 mil, informou o jornal.

A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, disse que o LTTE recrutou como soldados crianças e usou civis como escudo humano durante o conflito, enquanto o Exército indiscriminadamente bombardeou áreas lotadas de civis. Os dois lados negam as acusações.

O Sri Lanka considerou hipocrisia uma pressão do Ocidente para que se investigue abusos aos direitos humanos e crimes de guerra no conflito contra o LTTE, que está listado como uma organização terrorista por mais de 30 países.

A ONU estima que morreram entre 80 mil e 100 mil pessoas numa das mais longas guerras modernas da Ásia, que começou em 1983, quando os Tigres começaram a lutar por um Estado separado para a minoria Tâmil do Sri Lanka.

(Reportagem de Jon Boyle)

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