Confronto entre sindicatos deixa 9 mortos na África do Sul

Nove pessoas, incluindo dois policiais, morreram em confrontos entre sindicatos de trabalhadores em uma mina sul-africana operada pela terceira maior produtora de platina do mundo, a Lonmin. Esse foi de longe o episódio mais violento em uma disputa que abala o setor.

Reuters

13 de agosto de 2012 | 15h20

A Lonmin informou que a situação permanecia instável na mina Western Platinum, de sua propriedade, situada 100 quilômetros a noroeste de Johanesburgo. A instalação estava operando com capacidade reduzida, sob forte vigilância policial.

A polícia contou à Reuters que dois policiais morreram a golpes de facões por uma multidão em fúria nas proximidades da mina. Um terceiro policial foi ferido com gravidade. Como resposta, os policiais mataram três manifestantes a tiros.

"Fomos atacados. Os suspeitos tomaram nossas armas. Começou um tiroteio e durante esse incidente três suspeitos foram fatalmente atingidos", afirmou o porta-voz Lindela Mashigo à Reuters.

A mina faz parte das operações da Lonmin em Marikana, com uma produção de 1,3 milhão de onças de platina em 2011. Funcionários da companhia não puderam afirmar o quanto da produção se perdeu, mas eles devem atualizar o mercado ainda esta semana.

Os confrontos envolvem uma disputa pelo recrutamento de trabalhadores entre o Sindicato Nacional dos Mineradores (NUM) e o Sindicato da Associação de Mineradores e da Construção Civil (AMCU).

Ao menos três pessoas morreram em um incidente parecido em janeiro, que acabou provocando o fechamento por seis semanas da maior mina de platina do mundo, administrada pela Impala Platinum.

Dois seguranças foram esfaqueados até a morte no domingo. O NUM disse que um de seus integrantes foi assassinado. A Lonmin informou que um quarto funcionário foi encontrado morto com diversos ferimentos de tiro.

(Reportagem de Ed Stoddard e Sherilee Lakmidas)

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