Confronto mata quase 30 policiais e 40 militantes no Paquistão

Vinte e sete policiais e soldados paramilitares paquistaneses e mais de 40 insurgentes morreram em confrontos depois que militantes fortemente armados cruzaram a fronteira do Afeganistão e atacaram um posto de controle, disseram autoridades nesta quinta-feira.

REUTERS

02 Junho 2011 | 10h49

Os conflitos começaram quando cerca de 200 militantes lançaram um ataque de madrugada sobre o posto em um vilarejo remoto na região de Dir, na quarta-feira.

"Transferimos os corpos dos policiais e das forças paramilitares mortos no confronto para um hospital, e agora estão sendo conduzidos para suas terras natais", disse Murad Khan, oficial de polícia local, à Reuters por telefone.

Ele afirmou que de 35 a 40 militantes foram mortos. Não houve maneira de verificar o saldo porque a maioria dos jornalistas não tem permissão para entrar na região fronteiriça do noroeste, epicentro da luta entre militantes e forças de segurança. Os insurgentes questionam com frequência o saldo de vítimas oficial.

"Eles (os militantes) levaram os corpos de seus homens", disse Khan.

O Taliban paquistanês, que tem fortes laços com a Al Qaeda, aumentou a pressão sobre o governo apoiado pelos EUA após prometer vingar a morte de Osama bin Laden por forças especiais norte-americanas em maio em uma cidade do Paquistão.

O grupo intensificou os ataques suicidas, atingindo cadetes paramilitares, uma base naval, um comboio da embaixada dos EUA e outros alvos.

Autoridades do governo disseram que tropas armadas foram enviadas a Dir no início desta quinta-feira para apoiar as forças de segurança. O combate durou mais de 24 horas.

"O confronto parou agora e nossas forças retomaram o controle da área", afirmou uma autoridade de segurança.

A batalha teve início quando militantes vestidos com uniformes militares atacaram o posto e mataram um policial.

Após o ataque a Bin Laden, Washington reiterou seu pedido para que o Paquistão intensifique a repressão à militância, especialmente sobre grupos que cruzam do Afeganistão para atacar forças ocidentais.

Não ficou claro quais militantes se atracaram com as forças de segurança em Dir, mas os grupos ao longo da fronteira têm forte ligação.

(Reportagem de Zeeshan Haider e Kamran Haider)

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