Mike Segar/Reuters
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Congelamento de ajuda dos Estados Unidos ameaça projetos palestinos

Iniciativa da Autoridade Palestina em buscar reconhecimento de seu Estado irrita americanos

Reuters

04 de outubro de 2011 | 12h50

RAMALLAH - Projetos econômicos e humanitários vistos como vitais para a paz no Oriente Médio estão ameaçados pelo congelamento de US$ 200 milhões em ajuda por parte de membros do Congresso dos Estados Unidos que se opõem à tentativa palestina de conseguir na Organização das Nações Unidas (ONU) o reconhecimento de seu Estado, dizem diplomatas palestinos e ocidentais.

 

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Os diplomatas dizem que o congelamento de verbas aprovadas para os palestinos este ano mistura política com esforços práticos para construir uma paz com Israel e estabelecer um Estado palestino.

O gabinete da Autoridade Palestina (AP), em comunicado divulgado após sua reunião semanal, na terça-feira, 4, "expressou a esperança de que o Congresso americano reconsidere o congelamento da ajuda alocada."

O ministro da Economia palestino, Hassan Abu Libda, afirmou que  "algumas partes no Congresso se colocaram não apenas contra os interesses do povo palestino, mas também contra qualquer possibilidade de alcançar o crescimento para um povo sob ocupação". "Foi estranho. Prevejo que a decisão será vista negativamente pela opinião pública palestina. Ela vai influenciar a credibilidade inteira dos Estados Unidos. Estamos falando de US$ 200 milhões divididos entre projetos do setor privado, projetos relacionados ao setor de água, à infraestrutura", completou.

 

Clínicas e médicos 

Os projetos encaminhados com a Usaid - órgão de ajuda internacional do governoamericano - nos últimos três anos incluem um programa de cinco anos de desenvolvimento do setor de saúde, com treinamento de funcionários médicos e administrativos, reabilitação de hospitais e equipamentos hospitalares. O ministro palestino da Saúde, Fathi Abu Maghly, disse que nenhum dos projetos para a área, que acumulam um valor total de US$ 87 milhões, foi suspenso por enquanto.

 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está fazendo lobby junto ao Congresso para que disponibilize a ajuda, mas avisou os palestinos que a busca pelo reconhecimento de seu Estado na ONU que uma votação na entidade não pode substituir um tratado de paz negociado com Israel.

No mês passado, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, apresentou ao Conselho de Segurança da ONU um pedido formal de reconhecimento do Estado palestino, ignorando a ameaça americana de vetar a medida se ela for posta em votação. Palestinos dizem que as intenções de veto de Obama são uma indicação clara de que Washington não é um "intermediário honesto" nos esforços diplomáticos para solucionar a crise no Oriente Médio, que já dura 63 anos.

As negociações de paz diretas fracassaram um ano atrás, depois de o primeiro-ministro israelense, Benjamin Nehanuahu, ter se negado a estender uma suspensão limitada das construções nos assentamentos judaicos na Cisjordânia.

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