Congresso dos EUA quer compensar suas emissões de CO2

O Capitólio tem sua própria usina de eletricidade a carvão, criada há 97 anos

Agencia Estado

20 de junho de 2007 | 18h52

O Congresso dos Estados Unidos afirma que vai se juntar à guerra contra o aquecimento global. A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, fixou a meta de tornar as operações da Casa neutras em carbono durante a atual legislatura, o que significa que a Câmara removerá da atmosfera a mesma quantia de dióxido de carbono emitida em suas atividades, até o final do próximo ano."A Câmara deve liderar pelo exemplo, e é hora de o Congresso agir sobre sua própria pegada de carbono", disse Pelosi, ao anunciar a iniciativa, que também prevê a conversão do sistema elétrico da Casa para fontes 100% renováveis.O senador John Kerry, derrotado por George W. Bush nas mais recentes eleições presidenciais, apresentou projeto de lei que torna todo o complexo do Capitólio - 23 edifícios, abrigando cerca de 1.500 funcionários - neutro em carbono até 2020.Atualmente, o complexo, que inclui prédios de escritórios, a Biblioteca do Congresso, o Jardim Botânico e a Gráfica do Governo, responde por cerca de 316.000 toneladas de gases do efeito estufa emitidas anualmente, o mesmo que 57,5 mil automóveis.Cerca de um terço disso vem da queima de combustíveis fósseis na Usina de Energia do Capitólio, uma instalação termelétrica de 97 anos.

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