Conselho Nacional de Defesa do Egito faz apelo por diálogo

O Conselho Nacional de Defesa do Egito, liderado pelo presidente Mohamed Mursi, condenou neste sábado a violência nas ruas e fez um apelo por diálogo nacional para resolver as diferenças políticas, disse o ministro da Informação, Salah Abdel Maqsoud, após reunião do conselho.

Reuters

26 de janeiro de 2013 | 16h01

O conselho, que inclui o ministro da Defesa, que é um general encarregado do exército, também pode considerar declarar estado de emergência ou toque de recolher em áreas de violência se necessário, disse Maqsoud.

Pelo menos 39 pessoas foram mortas em violência em Port Said neste sábado em conflitos relacionados a uma decisão da Justiça e em outros pontos do país durante protestos anti-Mursi.

O conselho pediu um "amplo diálogo nacional que conte com a presença de personagens independentes nacionais" para discutir as diferenças políticas e garantir uma eleição parlamentar "justa e transparente", disse o ministro em declarações televisionadas.

Apelos do presidente e de seu governo por diálogo nacional foram desprezados pelo principal grupo liberal de oposição, que acusa Mursi e seus aliados de ignorar quaisquer posições de oposição.

A violência que eclodiu primeiro na quinta-feira, véspera do aniversário de uma revolta que começou em 25 de janeiro de 2011, destacou as profundas divisões no Egito e exerceu peso sobre um pleito parlamentar que pode ter início em abril.

(Reportagem de Yasmine Saleh e Ahmed Tolba)

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