Construção de 240 casas fere lei ambiental

Relatório do Ministério do Meio Ambiente indica que 240 das 620 casas existentes dentro do Jardim Botânico do Rio de Janeiro foram construídas às margens do Rio dos Macacos ou em encostas, violando a legislação ambiental.

RIO, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2012 | 03h05

O estudo, concluído em dezembro do ano passado, propõe que essas construções sejam removidas.

"Não somos contra as pessoas que ocupam essas casas, mas se trata de área pública. Além disso, o relatório revela que podem ocorrer tragédias por serem áreas de risco", disse o diretor de Pesquisa Científica do Jardim Botânico, Rogério Gribel.

Ele também afirmou que o futuro da instituição - que recebe cerca de 700 mil visitantes por ano - estará comprometido se não houver uma solução para esse problema de habitação. "O Jardim Botânico precisa dessas áreas para cumprir a sua missão", reforçou Gribel, citando vocações como a visitação pública, a pesquisa científica, a conservação de plantas e a educação ambiental.

"Não é a vocação da área ter moradias populares. O Jardim Botânico sofre com as ocupações privadas irregulares. Essa questão fundiária precisa ser resolvida fora do perímetro da instituição", acrescentou o diretor.

A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) defende a regularização da situação das famílias nos próprios locais. Ela também argumenta que é possível conciliar essa questão com a vocação do parque. / F.W.

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