Yara Nardi/Reuters
Yara Nardi/Reuters

Consulado em Milão monitora impacto do coronavírus entre brasileiros

Com 219 casos da doença confirmados no país europeu, órgão se diz atento a possíveis desdobramentos

Amanda Pupo e Camila Turtelli, de Brasília, O Estado de S. Paulo

24 de fevereiro de 2020 | 14h27

O Consulado-Geral do Brasil em Milão, Itália, está em contato com as associações de brasileiros para monitorar o impacto da epidemia do novo coronavírus entre a comunidade brasileira nas áreas afetadas.

"O Consulado-Geral do Brasil em Milão continua a acompanhar com atenção os desdobramentos relativos à epidemia do Covid-19 (Coronavírus) no Norte da Itália", diz em nota.

A Itália já registrou ao menos 219 casos de coronavírus e cinco mortes, segundo os últimos relatos. Diante da situação, o governo italiano colocou neste domingo ao menos 11 cidades no norte do país sob quarentena numa tentativa de conter a propagação do vírus.

Em nota publicada nesta segunda-feira (24), o Consulado-Geral do Brasil em Milão afirmou que recomenda a observação "estrita e o seguimento" das medidas que estão sendo adotadas pelas autoridades italianas. Ainda ontem, a representação brasileira no país recomendou aos moradores que evitem deslocamentos não essenciais às regiões atingidas pela epidemia do novo coronavírus, principalmente as províncias de Lodi e Milão.

Ex-deputada do parlamento italiano, a advogada ítalo-brasileira Renata Bueno estava na Itália até quarta-feira (19) quando deixou o país para passar a semana no Brasil. "Estava tudo sob controle. Eu estava em Roma nesses dias e não havia nenhum grande alarme. Então, em menos de 48 horas, explodiu", disse ao Estadão / Broadcast. "Meu marido está em Puglia (região no sul da Itália). Ele estava indo para assistir a um jogo de futebol que foi cancelado", disse.

Renata Bueno diz que o Departamento de Proteção Civil tem atuado para orientar a população e divulgar informações. "Todos os órgãos públicos estão fechados, mas Milão ainda não está isolada porque é muito difícil conseguir fazer isso na cidade", afirmou. "O mais complicado é que não sabem de onde veio (o início da doença no país)", disse. Apesar do coronavírus, a advogada vai retornar à Itália na sexta-feira, 28, mas disse que vai ficar no sul do país, com o marido.

Tudo o que sabemos sobre:
coronavírusItália [Europa]epidemia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.