Consumidor continua sem saber origem do bife que vai no prato

Análise

Lisa Gunn e Adriana G. Charoux, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2010 | 00h00

Apesar do cerco ter se fechado nos últimos tempos para os frigoríficos e supermercados no quesito informação sobre a origem da carne que comercializam, o fato é que o consumidor ainda não tem como saber se a carne que chega ao seu prato está comprometida com crimes ambientais, fundiários e trabalhistas.

Ainda são poucas as empresas dispostas a dialogar com a sociedade com transparência. Não há demonstração de postura firme de companhias do ramo em relação à exclusão de fornecedores que agem de forma ilegal ou que não incorporem aspectos sociais e ambientais.

Muitas pessoas já têm a consciência de que podem, por meio de seu consumo, punir ou premiar empresas de acordo com sua responsabilidade socioambiental. Mas o exercício da cidadania só será possível se for amparado por políticas governamentais e empresariais que favoreçam a prática do consumo sustentável.

Considerando a urgência da alteração dos padrões de produção e consumo face às mudanças climáticas, a ausência de um sistema de rastreamento que garanta informação sobre a origem da carne é inaceitável. Empresas, por sua capacidade de operar mudanças num curto espaço de tempo, devem mudar condutas para além da imposição da lei.

SÃO COORDENADORAS DO INSTITUTO BRASILEIRO DE DEFESA DO CONSUMIDOR (IDEC)

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