Consumidores estão divididos quanto ao fim das sacolinhas

Eles contam que, com a vigência do acordo que põe fim à distribuição do produto, terão de modificar a rotina

O Estado de S.Paulo

03 Abril 2012 | 03h04

Os consumidores estão divididos em relação ao fim da oferta de sacolinhas plásticas. Ontem, em uma grande rede de supermercados na zona norte de São Paulo, embalagens de papelão estavam disponíveis na frente dos caixas, mas alguns clientes ainda aproveitavam o penúltimo dia de distribuição das sacolinhas.

"Não me adaptei nem vou me adaptar", disse a operadora de telemarketing Sandra Araújo, que entrou na loja sem nenhuma embalagem retornável para levar as compras para casa. Perguntada sobre como fará a partir de amanhã, foi taxativa: "Vou deixar de vir ao supermercado durante a semana, porque sempre venho depois do expediente, e não tenho condições de ficar carregando sacola e caixa por aí. Passarei a vir só aos sábados."

Já o vendedor Vitor Marinho, que saía da loja com as compras acondicionadas em uma sacola reutilizável e algumas caixas, vem se preparando para o fim das sacolas desde a primeira vez que o acordo entrou em vigor, em janeiro. "Concordo com a medida e acho que o povo brasileiro não está educado o suficiente para lidar com o plástico. Veja as enchentes causadas por excesso de sacolas nas ruas", opina.

A corretora de imóveis Vivan Barreto, que fazia sua primeira compra usando caixas de papelão, diz que "o jeito é se adaptar." Ela, porém, não esconde a preferência: "A sacolinha é mais prática e eu as reutilizo nas lixeiras".

O arquiteto Mário Roberto de Lucas também aprova o acordo e o chama de lei. Informado de que não era uma legislação, afirmou: "Ah, não é lei? Sempre achei que fosse". / K.N.

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