Consumo de energia na indústria despenca 8,9% em abril

O consumo de energia no Brasil caiu 0,4 por cento em abril contra igual mês do ano anterior, ficando praticamente estável em 32.162 gigawatts. O consumo industrial, no entanto despencou 8,9 por cento, voltando aos níveis de 2005 e 2006, informou a Empresa de Pesquisa Energética nesta segunda-feira.

REUTERS

25 de maio de 2009 | 16h30

A queda da utilização de energia pelas indústrias foi compensada pelo aumento expressivo do consumo em residências e no comércio, de 8,9 e 8,5 por cento, respectivamente, favorecidos pela base de comparação deprimida de abril de 2008, quando se verificou temperaturas mais baixas e menos dias de leitura do consumo.

"É no Sudeste onde a redução do consumo tem se dado de forma mais acentuada. De janeiro a abril, o consumo industrial na região foi quase 15 por cento inferior ao de 2008 e encontra-se acima apenas do verificado em 2004", informou a

EPE.

Apesar de negativa, a taxa de consumo industrial demonstra uma recuperação gradativa em relação ao início do ano, quando chegou a cair 15 por cento.

Segundo a EPE, a queda de consumo na indústria está mais concentrada no mercado livre, formado por grandes empresas ligadas à exportação. Em abril o mercado livre apontou retração de 12,5 por cento no consumo de energia, contra uma taxa de menos 4,5 por cento do consumo cativo (por contrato com distribuidoras).

As principais quedas em abril estão concentradas nos Estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, enquanto São Paulo, que reúne quase metade do parque produtivo brasileiro, ficou em vantagem devido à diversificação da produção e ao foco no mercado interno.

O Estado do Espírito Santo registrou queda de 29,5 por cento no consumo de energia em abril; Rio de Janeiro, menos 21,2 por cento; Minas Gerais, redução de 12,7 por cento; e São Paulo de 6,9 por cento.

"As reduções mais acentuadas têm ocorrido no Espírito Santo e em Minas Gerais, onde há forte presença de indústrias de grande porte ligadas ao ramo metalúrgico e de mineração, ambos voltados primordialmente para o mercado externo", explicou a

EPE.

De acordo com a EPE, no consolidado do quadrimestre terminado em abril a indústria registrou queda de mais de 11 por cento, enquanto o consumo residencial subiu 6,6 por cento e o comercial cresceu 6,1 por cento.

De maneira geral, o consumo de energia nos quatro primeiros meses do ano apresenta redução de 2,4 por cento em relação a 2008 e aumento de apenas 1 por cento sobre 2007, informou a

EPE.

(Por Denise Luna)

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