Contar fatos do fim para o início revela mentiras, diz estudo

Pesquisador apontou que é mais difícil contar a história do fim para o começo, o que causaria uma pressão no suspeito, que ao cometer erros, se entregaria

Agencia Estado

12 de junho de 2007 | 05h24

Pedir a um suspeito de um crime que conte uma seqüência de eventos do fim para o começo pode ser a forma mais eficaz de a polícia identificar se ele está mentindo, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido. O estudo foi realizado ao longo de três anos, período no qual os pesquisadores pediram a 290 policiais que examinassem as entrevistas de 255 estudantes que deram detalhes falsos ou verdadeiros em suas respostas.A conclusão foi que havia menor probabilidade de os policiais identificarem os mentirosos usando os métodos tradicionais do que com o método da história com a cronologia invertida.Segundo Aldert Vrij, professor de Psicologia Social e coordenador da pesquisa, é mais difícil contar uma história do fim para o começo, e isso colocaria uma pressão psicológica adicional sobre o suspeito, que poderia cometer erros.CooperaçãoVrij espera que a pesquisa possa ajudar a polícia a desenvolver novas práticas em interrogatórios. Normalmente, os detetives costumam observar a linguagem corporal dos suspeitos para avaliar se ele está mentindo - eles notam, por exemplo, se a pessoa fica se acomodando na cadeira com freqüência ou se evita olhar diretamente nos olhos do interrogador -, mas isso nem sempre funciona, segundo o pesquisador.As evidências também sugeriram que mentirosos temem que não se acredite neles, então se mostram muito cooperativos, para tentar dar uma boa impressão, afirmou Vrij.Segundo ele, na Grã-Bretanha, no momento a técnica de contar histórias do fim para o começo só é adotada em entrevistas com testemunhas.

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