Contato com animais tem regras

Empregador rural deve manter empregados vacinados contra doenças transmissíveis por animais de criação

Niza Souza, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2007 | 04h51

O trabalho com animais também está previsto na Norma Regulamentadora (NR) 31, que trata da saúde e segurança do trabalhador rural. O item mais importante é prevenir que trabalhadores que tenham contato direto com animais contraiam doenças transmissíveis aos seres humanos. A medida mais usual é a vacinação. Neste caso, o patrão deve encaminhar os trabalhadores para vacinação e guardar os comprovantes de vacina.Conforme a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as doenças mais comuns transmitidas por animais ou insetos nos locais de trato são brucelose, tuberculose, histoplasmose, leishmaniose, doença de lyme e raiva (Leia no quadro).Exames periódicos''''O produtor rural deve submeter todos os funcionários que tenham contato direto com animais a exames periódicos, principalmente de soro brucela, para detectar a presença de vírus'''', orienta o técnico de Segurança Elton Agostinho Carvalho Coelho, da Cimesp Medicina do Trabalho. Ele diz que cada trabalho oferece um tipo de risco. No caso de trabalho com animais, durante o manejo de inseminação artificial, o trabalhador deve usar luva de PVC, própria para inseminação, bota, chapéu de aba larga e, se chover, capa de chuva. ''''Difícil é conscientizar o empregado de que precisa usar os equipamentos'''', diz Coelho.Manipulação de resíduosO empregador rural deve, ainda, orientar sobre a forma correta de manipular e eliminar secreções, excrementos e restos de animais e garantir a limpeza e desinfecção de instalações. A leishmaniose, por exemplo, transmitidas por roedores, ocorre em locais sem higiene. ''''Ordenhadores em contato com animais infectados, canaviais, plantios alagados de arroz são ambientes propícios para a doença'''', diz o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Luiz Francisco Zafalon. A leishmaniose e a brucelose também causam aborto em animais. ''''É preciso ter cuidado para limpar placentas e secreções. É uma situação de risco'''', diz Zafalon.INFORMAÇÕES: CNA, tel. (0--61) 2109-1400 ou www.cna.org.br

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