Continua impasse no PT para definir candidato a vice do Senado

A bancada do PT no Senado ainda não definiu um nome para disputar a vice-presidência da Casa, mas busca uma saída heterodoxa para resolver o impasse da legenda.

REUTERS

27 de janeiro de 2011 | 20h58

A ideia é que a senadora Marta Suplicy (PT-SP) reveze a vice-presidência com o senador José Pimentel (PT-CE). Um deles será indicado para assumir o cargo e renunciará após um ano, para que o outro tome posse.

Os dois ainda devem conversar para definir quem será o primeiro a ocupar o cargo, segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), escolhido pelos petistas para liderar a bancada a partir de fevereiro.

"A reunião chegou a um denominador comum. Nós resolvemos, por consenso, que vamos estender o critério de rotatividade também para a participação nas mesas", disse Costa a jornalistas, após reunião da bancada petista.

É importante para a sigla e para o governo ocupar a vice-presidência da Casa. Evita o risco de, na ausência do presidente, a oposição conduzir os trabalhos no Plenário, como já ocorreu no passado.

COMISSÕES

Da mesma forma que a vice será compartilhada, os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Delcídio Amaral (PT-MS), durante os próximos dias, irão negociar qual dos dois assumirá primeiro a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O senador eleito Lindberg Farias (PT-RJ) será indicado para a Comissão de Infraestrutura.

Isso, se for considerado o critério de escolha que leva em conta a proporcionalidade por blocos para as presidências das comissões.

De acordo Costa , o líder do PMDB, Renan Calheiros, sugeriu que o critério para divisão das comissões leve em conta o tamanho dos partidos, e não dos blocos.

Por esse cálculo, O PSDB passaria da 6a posição para a 3a na ordem de escolha, ou seja, aumentaria sua chance de escolher uma comissão mais importante.

"Sempre se utilizou como critério para as comissões a proporcionalidade do bloco", defendeu o presidente do PT, José Eduardo Dutra. "Está no regimento, é uma regra que está em vigor há várias legislaturas", completou, evitando fazer uma avaliação da atitude do PMDB de sugerir a mudança.

Costa disse que conversaria ainda nesta quinta com o líder peemedebista. A ameaça de mudança na divisão de comissões tomou a maior parte das discussões durante a reunião desta quinta-feira.

"A posição nossa é convencê-los a manter (o critério de proporcionalidade por blocos)", declarou o líder petista.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello e Jeferson Ribeiro)

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