Contra lei seca, Aparecida-SP quer municipalizar vias

Restaurantes, hotéis e lanchonetes de três avenidas de Aparecida, no Vale do Paraíba, reclamam que estão sendo prejudicados pela medida provisória (MP) que desde 1º de fevereiro proíbe a venda de bebida alcoólica nas rodovias federais. As vias, no entorno do Santuário Nacional de Aparecida, são consideradas rodovias federais desde as décadas de 60 e 70. Para se livrar da nova lei, eles querem municipalizar as avenidas, já que a prefeitura é responsável por todos os serviços feitos nas vias.Naquela época as ruas foram federalizadas para servir de cinturão ao Santuário Nacional - por onde passam 8 milhões de pessoas por ano. Nas avenidas Itaguaçu, Júlio Prestes e Getúlio Vargas há 107 estabelecimentos que antes vendiam bebida alcoólica. "O turista não entende porque não pode tomar uma cerveja, não sabe que aqui também é uma rodovia federal. Quando a gente explica, alguns até ficam bravos, achando que é um absurdo", disse o funcionário do restaurante Phumbica, David Bruno.Desde que foi anunciada a nova MP, os donos de hotéis e restaurantes, se uniram a entidades, como o Sindicato dos Hotéis e Restaurantes do Vale do Paraíba e a Associação Comercial de Aparecida, para tentar reverter a situação. "Não adianta tentar liminar para se conseguir vender por um período, porque elas acabam sendo derrubadas", disse o presidente do sindicato, Ernesto José Elache, também proprietário de hotel em Aparecida.

SIMONE MENOCCHI, Agencia Estado

14 de fevereiro de 2008 | 19h16

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