Contra lotação, Mackenzie terá novo prédio para curso de Direito

Nova unidade ficará próximo à futura Estação Higienópolis-Mackenzie da Linha 4-Amarela do Metrô

Carlos Lordelo e Juliana Deodoro, especial para o Estadão.edu,

16 Abril 2012 | 03h05

A Universidade Presbiteriana Mackenzie promete iniciar ainda neste semestre a construção de um novo prédio para a Faculdade de Direito em São Paulo. Hoje os alunos têm aulas em três edifícios do câmpus de Higienópolis, na região central, e alguns reclamam da falta de infraestrutura e do inchaço das turmas.

"As instalações não comportam mais a demanda de alunos", reconhece o reitor Benedito Guimarães Aguiar Neto. Segundo ele, as obras deverão ser concluídas em dois anos. O prédio, que também deverá abrigar os cursos de pós-graduação lato sensu, ficará próximo à futura Estação Higienópolis-Mackenzie da Linha 4-Amarela do Metrô.

O Mackenzie tem 7,6 mil estudantes de Direito na capital, divididos em dois turnos. Pela manhã, os veteranos estudam em um edifício de três andares, onde só há banheiros no subsolo e um outro, feminino, no térreo. O elevador funciona até o segundo andar. A aluna do 8.º período Marina Ribeiro está satisfeita. "A sala é bem iluminada, as cadeiras são acolchoadas, o quadro é bom e o ar-condicionado funciona", diz. "Quem reclama é porque não tem mais nada para fazer."

A situação é diferente no prédio de cinco andares onde a maioria dos alunos tem aulas. O elevador é de uso exclusivo de professores e alunos com problemas de mobilidade. E não há ar-condicionado nas salas. "Em dias muito quentes não consigo me concentrar", conta Luis Fernando Prado, do 7.º semestre. Outro problema, segundo os estudantes, é o tamanho das turmas: na de Luis Fernando são quase 80 pessoas.

Aperto. Para tentar amenizar o desconforto, foi aberta uma nova turma de manhã no último vestibular. As novas classes têm em média 60 alunos. Mas a instalação de dois laboratórios de Engenharia e de um novo banheiro custou algumas salas. Três turmas precisaram mudar para outro prédio e dividem o espaço com cursos da área de Humanas.

O presidente do Centro Acadêmico João Mendes Jr., Rodrigo Rangel, afirma que os alunos estão participando de uma "dança das cadeiras". Ele diz que a situação só vai piorar até a entrega do novo prédio. "Até 2014 serão pelo menos quatro novas turmas. Onde esses alunos vão ter aulas?", questiona. O diretor da faculdade não foi encontrado para comentar as declarações dos estudantes. A mensalidade dos calouros custa R$ 1.204,00.

Reconhecimento. Na próxima quinta-feira, o reitor do Mackenzie vai a Brasília receber o selo de qualidade conferido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a cursos de Direito. Só 89 das atuais 1.210 faculdades do País serão condecoradas. Foram avaliados os resultados no Exame de Ordem e no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), do Ministério da Educação.

Além do Mackenzie, serão premiados os seguintes cursos da capital: Direito-GV, USP, PUC e Professor Damásio de Jesus.

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