Contra mancha de petróleo, Estados pedem reforço

Os Estados de Alabama, Flórida e Mississippi, nos Estados Unidos, pediram ontem a mobilização da Guarda Nacional para ajudar a reduzir os impactos do vazamento de petróleo no Golfo do México. Solicitação semelhante havia sido feita na semana passada pela Louisiana, para onde o governo federal deve enviar cerca de 6 mil soldados. A mancha de óleo ameaça a costa desses quatro Estados.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2010 | 00h00

A empresa British Petroleum (BP), concessionária da plataforma que afundou no dia 22 de abril, dois dias após uma explosão no local ter matado 11 pessoas, afirmou que assumirá o custo das tarefas de limpeza e a criação de uma linha telefônica para solicitações de indenização por pessoas que se sentirem prejudicadas pelo vazamento.

A empresa sustenta que os químicos que está jogando no golfo para dispersar o petróleo e impedir que ele suba à superfície têm "impacto significativo", mas não ofereceu detalhes.

Outra medida que a empresa anunciou para combater o desastre ambiental é uma estrutura de grande porte que bombearia o petróleo na água, que estaria instalada em cerca de uma semana.

A Casa Branca também investe nas escavações de um poço alternativo, iniciadas anteontem, que demoraria cerca de 90 dias para ficar pronto, mas seria a "solução definitiva" para a crise, afirmou ontem o seu porta-voz, Robert Gibbs.

Apreensão. Na Flórida, a "maré negra" deve chegar amanhã, afirmou em nota o Departamento de Proteção Ambiental do Estado. O hábitat de peixes e mariscos está ameaçado. Em Pensacola, no noroeste do Estado, centenas de voluntários se mobilizaram para proteger as praias e a base aeronaval da cidade preparou caminhões-cisternas para recolher petróleo. Para Daniel Suman, professor da Faculdade de Ciências Marinhas da Universidade de Miami, o sistema de balizas flutuantes que tenta deter a mancha tem baixa eficácia. / AP, AFP E REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.