Controlar reclama e quer aumento de tarifa

Às vésperas de perder parte de seus clientes, caso as promessas de Fernando Haddad (PT) sejam cumpridas, a empresa Controlar afirmou na quinta-feira (12) que ainda não conseguiu fechar um ano com as contas no azul nestes cinco anos de vistorias. A empresa quer mais carros fazendo inspeção e a tarifa mais cara. Para o diretor-presidente da empresa, Harold Peter Zwelkoff, caso isso não ocorra, há a possibilidade até de redução da quantidade de centros de inspeção ou aumento do tempo de espera para atendimento.

BRUNO RIBEIRO, Agência Estado

14 Dezembro 2012 | 10h21

As críticas foram feitas na Faculdade de Medicina da USP, durante balanço de cinco anos de inspeção. Zwelkoff afirmou que a frota que vem comparecendo aos centros foi menor do que a esperada: a previsão era de 4,7 milhões de vistorias, mas neste ano o número não deve chegar a 3,2 milhões. Ele apontou a falta de fiscalização como uma das explicações para o fato.

Outra reclamação foi a suspensão, no começo do ano, do reajuste da tarifa de inspeção, que seria de R$ 65. "Investimos R$ 120 milhões para montar os 16 centros de inspeção. Nossos investidores esperavam que o retorno deste investimento começasse em quatro anos, mas isso ainda não ocorreu e, da forma como está, não há previsão de que ocorra."

Carros novos

Técnicos convocados pela empresa e pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente fizeram críticas à proposta de isentar carros novos da inspeção. O consultor Gabriel Branco disse que os carros novos, desregulados, poluem mais do que os antigos desregulados. "Só 4% dos carros novos são rejeitados na inspeção. Mas o carro novo desregulado polui 20 vezes mais do que o regulado. Entre os carros velhos, esse porcentual é menor. Retirar carros novos da inspeção fará crescer 16% o nível de emissão dos automóveis." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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