'Conversamos há um mês, ele estava lúcido, incrível'

O professor, tradutor e escritor Boris Schnaiderman, de 95 anos, conta que conheceu Décio Pignatari em 1961, quando os poetas concretos o procuraram por causa da obra do poeta russo Vladimir Maiakovski. "Eu não era muito ligado à poesia concreta, mas me dedicava muito a Maiakovski e os concretos também estavam muito ligados a Maiakovski na época", lembra.

O Estado de S.Paulo

03 Dezembro 2012 | 02h00

Schnaiderman recebeu, então, Pignatari e os irmãos Haroldo e Augusto de Campos em sua casa. Tomaram um chá. Há um mês, tiveram o último encontro, novamente para um chá, no apartamento de Schnaiderman, em Higienópolis. Estava ali também Augusto de Campos. "Conversamos. Ele estava lúcido, incrível", disse a professora de Comunicação e Semiótica Jeruza Pires Ferreira, mulher de Schnaiderman. "O Décio estava morando aqui nos fundos. Era nosso vizinho", contou Jeruza.

Schnaiderman lembrou ainda da paixão de Pignatari pela poeta russa Marina Tsvetáieva. "Ele ficou fascinado por ela... O Décio tinha alguns insights formidáveis, de perceber no ar coisas que a gente só percebia depois", completou Schnaiderman. /MARCELO GODOY

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