Conversas no aeroporto de Budapeste falham e vôos são suspensos

As negociações entre os sindicatos em greve e o aeroporto de Budapeste foram rompidas neste domingo, afirmaram os sindicatos, gerando mais atrasos e cancelamentos de vôos no maior aeroporto internacional da Hungria. Dois sindicatos no aeroporto de Budapeste, uma unidade da alemã, deram início a uma greve indefinida na quarta- feira por exigências de melhores condições de trabalho, novo acordo coletivo e interrupção nas demissões temporárias. As negociações para solucionar o impasse ruíram neste domingo. Em comunicado, os sindicatos afirmaram que não viram chance de resolução com a operadora do aeroporto, que falhou em atender adequadamente qualquer exigência. O aeroporto de Budapeste afirmou em seu site que concordou em continuar com as negociações com os sindicatos na segunda-feira, às 1000 GMT. A companhia aérea húngara Malev afirmou em seu site que cancelou 10 vôos agendados para o domingo. As operadoras de baixo custo EasyJet e Wizz Air cancelaram dois vôos da tarde para Berlim e Bruxelas, segundo o aeroporto. A operadora do aeroporto afirmou em seu site que a expectativa era de atrasos de duas horas e meia para os três vôos de baixo custo originalmente agendados para decolagem até as 1700 GMT. Ela afirmou que espera-se ainda atrasos em outras linhas aéreas. A empresa alertou aos passageiros para chegarem ao aeroporto três horas antes da decolagem. Anteriormente neste domingo, a agência de notícias MTI relatou que a Wizz Air está considerando medidas legais contra o aeroporto de Budapeste pelos danos ocasionados durante a greve. Separadamente, o sindicato dos ferroviários VDSZSZ ampliou uma greve iniciada no leste da Hungria, no domingo, para todas as linhas depois das 1700 GMT, afim de exigir maiores salários e um bônus da venda da unidade de frete da empresa ferroviária estatal MAV. (Reportagem de Gergely Szakacs)

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