Cooperativa espera que norma reduza a clandestinidade

O responsável pela produção da Cooperativa dos Produtores de Ostras de Cananéia (Cooperostra), Mario Batista Fontes, acredita que o programa de rastreabilidade vai reduzir a clandestinidade , se a atividade for rastreada desde a retirada da ostra no mangue até o consumidor. No aspecto higiênico e sanitário, ele afirma que a cooperativa garante o que vende. '''' Trabalhamos com nota fiscal, padronização, embalagem e análises microbiológicas feitas em laboratório'''', afirma. Segundo Fontes, a Cooperostra pensa em exportar parte da produção , mas esbarra na perecibilidade da ostra viva, que tem prazo de validade máximo de cinco dias. Ele conta que já surgiram algumas propostas para exportação, mas a cooperativa só tem autorização do Serviço de Inspeção Federal (SIF) para trabalhar com ostras vivas, separadas por tamanho e depuradas (as ostras são colocadas por 3 a 8 horas em água filtrada e esterilizada por aparelho ultravioleta para eliminar as impurezas). ''''Para trabalhar com a ostra congelada precisamos de autorização'''', observa. A Cooperostra foi fundada em 1997 e conta com 32 famílias associadas, que respondem pela produção anual de 30 mil a 32 mil dúzias de ostras. Cerca de 90% da produção dos cooperados são vendidas pela cooperativa no litoral paulista e na capital. As ostras são retiradas do manguezal, respeitando o tamanho (acima de 5 centímetros) e a época de defeso (2 de dezembro a 18 de fevereiro). ''''Isso não interfere no abastecimento, que é garantido pela produção dos viveiros de engorda'''', afirma Fontes, que possui dois viveiros. Cada um produz de 300 a 400 dúzias ao ano. Ele conta que tem cooperado que possui 30 viveiros . O preço da dúzia de ostras varia de R$ 5 a R$ 10. Na cooperativa, é vendida entre R$ 5 e R$ 6, mas pode alcançar R$ 10 a dúzia, dependendo da distância.

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