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Coreia do Norte ameaça ação militar por campanha do Sul

A Coreia do Norte vai atacar a Coreia do Sul, pela fronteira terrestre, se Seul continuar com a campanha psicológica contra o Norte, disse a mídia oficial norte-coreana no domingo, antes do início dos exercícios militares conjuntos anuais, entre os EUA e a Coreia do Sul.

CHO MEE-YOUNG, REUTERS

27 de fevereiro de 2011 | 11h43

As forças armadas da Coreia do Sul têm distribuído folhetos na Coreia do Norte sobre os protestos por democracia no Egito e na Líbia, numa tentativa de incentivar os norte-coreanos a pensar em mudanças. No entanto, os analistas continuem céticos que esse movimento possa levar os habitantes do país isolado a fazer protestos semelhantes.

"A contínua guerra psicológica por parte dos militares fantoches nas linhas de frente é uma ação traiçoeira e um desafio injustificável para as exigências atuais e pelo desejo de todos os compatriotas de começar uma nova fase de reunificação pacífica e de prosperidade nacional, através do diálogo e de negociações", disse a agência de notícias KCNA.

"Nós estamos avisando oficialmente que o nosso Exército vai atacar diretamente a Rimjin Pavillion e outras fontes dos ataques psicológicos anti-Coreia do Norte, para destruí-los, baseados no princípio de legítima defesa, se tais ações continuarem, apesar dos nossos repetidos alertas."

A Rimjin Pavillion é uma área na Coreia do Sul, perto da fortemente armada DMZ - Zona Desmilitarizada - que separa as duas Coreias.

A Coreia do Norte também estará em elevado estado de alerta por causa de possíveis provocações durante os exercícios militares entre os EUA e a Coreia do Sul, que começam segunda-feira, disse a KCNA.

A Coreia do Norte reagirá aos exercícios militares com uma "guerra total", se houver alguma provocação, acrescentou a agência.

"Se os agressores lançarem uma provocação para uma 'guerra local' o mundo testemunhará uma reação completa, sem precedentes por parte do Exército e do povo da DPRK", disse a KCNA, completando que eles poderão usar seu arsenal nuclear, se for necessário.

Pyungyang tem frequentemente alardeado ameaças do seu poderio nuclear no passado, mas os analistas dizem que não esperam que a Coreia do Norte use um artefato nuclear.

A tensão na península dividida atingiu o nível mais alto em anos depois que 46 marinheiros foram mortos em março, em um ataque à uma embarcação naval da Coreia do Sul.

A Coreia do Norte, que nega qualquer responsabilidade no ataque, atacou a ilha do sul Yoengpyeong, em novembro, matando quatro pessoas.

Mas desde então, os dois lados retomaram o diálogo, visando melhorar as relações.

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