Coreia do Norte: o capitalismo está desaparecendo da história

A Coreia do Norte está satisfeita com relação ao seu sistema político, regozijando-se sobre como milhões de pessoas no mundo todo se reuniram para participar dos maiores protestos contra o capitalismo em 300 anos.

REUTERS

18 de outubro de 2011 | 09h37

O país mais fechado e reservado do mundo, que oficialmente em 2009 se livrou do comunismo em prol de uma ideologia que prioriza o militarismo, divulgou uma reportagem na terça-feira com o título "o capitalismo não tem futuro", na agência de notícias estatal KCNA.

"A única maneira de sair da crise atual que aflige o mundo capitalista é erradicando seu sistema. O capitalismo está desaparecendo da história, já que explora o povo e é esquecido por ele".

Acrescentava: "É impossível para os países ocidentais livrarem-se do maldoso ciclo da crise enquanto a economia de mercado capitalista continuar como está".

A KCNA está publicando uma série de reportagens sobre a crise financeira que atingiu parte do mundo nos últimos meses, e em um artigo separado aplaudiu a "luta das massas trabalhadoras" nos protestos "Occupy Wall Street", realizados no final de semana em vários países.

"O movimento Occupy Wall St foi uma explosão da ira das classes exploradas contra os exploradores", dizia, descrevendo as manifestações como "as maiores já organizadas em 300 anos de história do capitalismo".

(Reportagem de Jeremy Laurence)

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