Coreia do Norte pede 'escudos humanos' para proteger novo líder

A Coreia do Norte pediu que seu povo se agregue em torno do novo líder Kim Jong-un e o proteja como "escudos humanos" em meio aos trabalhos para resolver o problema da escassez de alimentos, defendendo a política de seu falecido pai, Kim Jong-il.

JACK KIM E SUNG-WON SHIM, REUTERS

01 de janeiro de 2012 | 16h01

Os três principais jornais do país afirmaram em um editorial, tradicionalmente publicado no dia do Ano Novo, que Kim Jong-un tem legitimidade para levar adiante a batalha revolucionária iniciada pelo seu avô, Kim Il-sung, e desenvolvida pelo seu pai, que morreu há duas semanas.

"Kim Jong-un, o líder supremo de nosso Partido e de nosso povo, é a bandeira da vitória e glória da Coreia Songun (política militar do país) e o centro eterno de sua unidade", afirmou o editorial da agência de notícias KCNA.

Afirmando que o jovem e inexperiente Kim, no fim de seus 20 anos, é "precisamente" idêntico a seu pai, o editorial disse que "o Partido, o exército e todas as pessoas devem possuir a firme convicção de que se tornarão baluartes e escudos humanos até a morte na defesa de Kim Jong-un".

O editorial caracterizou o problema de alimentação da Coreia do Norte como "uma questão urgente" para que o Partido dos Trabalhadores construa "um país próspero".

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