Coreia do Norte prepara mísseis; China busca conversações

A Coreia do Norte posicionou mísseis terra-terra sobre plataformas de lançamento no Mar Amarelo, informou a agência de notícias Yonhap, enquanto Estados Unidos e Coreia do Sul iniciaram exercícios militares e a China pediu conversações de emergência.

KIM DO-GYUN E JO YONG-HAK, REUTERS

28 de novembro de 2010 | 10h22

A China deixou claro que as conversações não seriam uma retomada das discussões sobre desarmamento, entre seis países, que a Coreia do Sul abandonou dois anos atrás e declarou nulas. A Coreia do Sul disse que vai considerar cuidadosamente a sugestão chinesa.

O presidente sul-coreano Lee Myung-back disse a uma delegação chinesa visitante que Pequim, a única aliada importante da Coreia do Norte e que tradicionalmente reluta em criticar o regime recluso, deveria fazer mais para ajudar.

Concordando com a Coreia do Sul que a situação é "preocupante," a China sugeriu negociações de emergência em dezembro entre as duas Coreias, a China, que seria a anfitriã, EUA, Japão e Rússia.

O Japão reagiu com cautela. "Queremos responder com cautela, enquanto cooperamos estreitamente com Coreia do Sul e Estados Unidos," teria dito o vice-secretário-chefe do gabinete, Tetsuro Fukuyama, segundo a agência de notícias Kyodo.

Segundo a agência, um representante governamental do Japão disse que as questões da desnuclearização e do ataque de terça-feira contra a ilha de Yeonpyeong precisam ser discutidas em separado.

A agência Yonhap disse que a Coreia do Norte deslocou mísseis terra-ar para áreas da linha de frente, dias depois de disparar contra Yeonpyeong, matando quatro pessoas. A agência oficial norte-coreana KCNA avisou que a Coreia do Norte vai retaliar se seu território for violado.

O Ministério da Defesa sul-coreano aconselhou jornalistas no domingo a deixar a ilha porque a situação está "ruim." Muitos moradores da ilha retirados anteriormente disseram que não querem retornar.

Representantes do Ministério da Defesa e do Estado-Maior sul-coreano disseram que não podem comentar a informação da Yonhap, que seria protegida por sigilo militar.

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