Coreia do Norte prepara teste de míssil balístico, diz mídia

A Coreia do Norte parece estar preparando um teste do seu míssil balístico de longa distância, de acordo com reportagens da imprensa asiática nesta terça-feira. A notícia aumenta o clima de tensão na península coreana, dias depois de Pyongyang alertar que a região está à beira de uma guerra. Na semana passada, a Coreia do Norte cancelou todos os seus acordos com a Coreia do Sul, o que especialistas viram como uma reação às políticas linha-dura de Seul, e também como uma forma de chamar a atenção do novo governo dos EUA. Mas analistas financeiros na Coreia do Sul, acostumados às ameaças do Norte, minimizaram os relatos sobre o possível teste do míssil Taepodong-2, que foi desenvolvido possivelmente para ter a capacidade de atingir o território norte-americano. A agência de notícias sul-coreana Yonhap e o jornal japonês Sankei Shimbun citaram fontes governamentais não-identificadas, segundo as quais o Norte está mobilizando os equipamentos usados no teste do Taepodong-2. No primeiro teste desse míssil, em julho de 2006, o projétil se destruiu segundos após o lançamento. Uma fonte oficial sul-coreana disse à Yonhap que um trem carregando um grande objeto deixou uma fábrica e se dirige à recém-construída plataforma de lançamento na costa oeste da Coreia do Norte. "Suspeita-se que o objeto seja um Taeopodong-2", disse a fonte. A Coreia do Norte levará de um a dois meses para efetivamente lançar o míssil, disse uma fonte oficial japonesa ao Sankei. O regime comunista norte-coreano já testou uma arma nuclear em 2006, e suas atividades são consideradas uma das maiores ameaças à segurança regional. Mas especialistas duvidam que o miserável país tenha tecnologia para reduzir uma bomba atômica ao tamanho necessário para o uso em mísseis. Um pesquisador de segurança de uma instituição oficial sul-coreana disse que Pyongyang tem dois objetivos ao realizar o teste. "Primeiro, ele ajuda o Norte a continuamente desenvolver e melhorar seus mísseis de longo alcance. Segundo, eles estão querendo passar um recado político", disse o pesquisador, que pediu anonimato. (Reportagem adicional de Jack Kim, Kim Junghyun e Park Jung-youn em Seul e Yoko Kubota em Tóquio)

JON HERSKOVITZ, REUTERS

03 de fevereiro de 2009 | 09h46

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