Corinthians, de rival a aliado tricolor

O são-paulino se orgulha até hoje de seu time ter salvado o Corinthians de rebaixamento no Campeonato Paulista de 2004 ao ganhar do Juventus com dois gols de Grafite. A retribuição pode vir neste Campeonato Brasileiro. Com duelos contra Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG, o Corinthians pode ser, contra sua vontade, o maior aliado do São Paulo nesta reta final.

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

30 Outubro 2009 | 00h00

"Não existe essa conversa de prejudicar um ou beneficiar outro. Nossa meta é ganhar os jogos, independentemente de quem possa se beneficiar de nossos resultados", enfatizou o goleiro Felipe logo após a vitória de Salvador: 1 a 0 sobre o Vitória. O camisa 1 procurou minimizar o impacto dos próximos confrontos, mas está ciente de que valerão as palavras de Ronaldo, dias atrás, de que "o Corinthians pode definir o título".

Tirar pontos das equipes na briga pelo troféu será beneficiar o grande rival dos últimos anos, para desespero do presidente Andrés Sanchez. O mandatário corintiano está rompido com os são-paulinos, promete não mandar mais jogos no Morumbi e vive trocando farpas com os tricolores. Vale lembrar que o Corinthians também prejudicou o São Paulo em sua busca pelo hepta ao ganhar um jogo e empatar outro nos confrontos diretos. Ainda foi carrasco no Paulista, com eliminação nas semifinais.

Até os são-paulinos esperam uma retribuição daquele "favor" de 2004. "O Corinthians é uma força do futebol e certamente os resultados deles podem nos favorecer", confirmou o vice-presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, que espera uma ajuda já no domingo diante do Palmeiras. "Além da rivalidade natural, há uma sensação de desconforto dos corintianos pelo resultado do primeiro turno (derrota por 3 a 0). Com certeza, vão brigar muito para dar o troco. Os jogadores não se prestam a amolecer jogo."

Mas é melhor o São Paulo não se empolgar muito com a possível ajuda corintiana. Levando em consideração os confrontos do primeiro turno, o Alvinegro perdeu para Palmeiras e Flamengo. Ganhou do Atlético, é verdade, mas agora jogará fora de casa, em que tem apenas 33,3% de aproveitamento.

COLABOROU GIULIANDER CARPES

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.