Corinthians escapa de rivais brasileiros e reencontra Cerro

Time enfrentou os paraguaios em 1999, com goleada no Pacaembu e derrota em Assunção

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

28 de novembro de 2009 | 00h00

O Corinthians escapou de um possível confronto nacional na primeira fase da Taça Libertadores. Mas vai encarar equipes de países tradicionais: o Cerro Porteño, do Paraguai, além de Colômbia 2 e o vencedor de Colômbia 3 x Racing, do Uruguai. Uma chave desafiadora para a principal ambição no ano do centenário. Boca Juniors e River Plate não estão na disputa.

"Gostaria que todos os times fortes ficassem fora. Fiz esse pedido para Nossa Senhora e ela pôs a mão nos olhos, dizendo que não podia cumprir", brincou o técnico Mano Menezes, ontem. Sério, fez uma análise do que o clube vai encontrar em 2010. "É a competição mais dura entre clubes da América. Complicado falar de um time ruim que não possa te vencer", enfatizou. "Todos os adversários vão endurecer os jogos e temos de estar preparados."

Será a segunda vez que o Corinthians, cabeça de chave do Grupo 1, vai enfrentar o Cerro Porteño. Na primeira vez, em 1999, uma vitória para cada lado: 3 a 0 para os paraguaios em Assunção e 8 a 2 para o Corinthians no Pacaembu com show de Fernando Baiano (fez seis gols).

"O Grupo 1 não tem baba, não. É uma chave forte, mas quem quer ser campeão não pode escolher. Fiquei feliz, por outro lado, porque não vamos ter uma viagem muito longa", afirmou ao site Globoesporte.com o presidente Andrés Sanchez, que acompanhou o sorteio na sede da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), no Paraguai.

Entre os colombianos que disputam quadrangulares semifinais no país e as duas vagas estão Independiente, Júnior e Santa Fé, os favoritos, além de Real Cartagena, Pereira, Huila, Atlético Nacional e Tolima.

Fazer uma primeira fase forte será importante para não depender de contas para avançar aos mata-matas. Com a confirmação dos mexicanos Chivas e San Luís já nas oitavas, além dos oito primeiros de cada chave, só os seis melhores segundos avançarão. "Foi uma exceção, pois no ano passado havia uma questão de risco maior (forte surto de gripe suína no México) e transferiram o problema para o ano seguinte", analisou Mano. "Mas será mais injusto com as equipes que disputarão a Libertadores agora."

Nas outras chaves, três possibilidades de confrontos entre brasileiros e argentinos. O campeão nacional encabeçará o Grupo 8, no qual terá o vencedor de Argentina 5 x Chile 3. O vice-campeão do País ficará na chave 5, com Argentina 6 ou Equador 3. O brasileiro que for para a repescagem encara o Bolívia 3. Passando, encara o Vélez Sarsfield na chave 7.

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