Coritiba culpa torcida organizada por violência

Presidente defende a estrutura do Couto Pereira, tenta diminuir período de interdição do estádio e diz receber ameaça por parte de torcedores

Evandro Fadel, CURITIBA, O Estadao de S.Paulo

09 Dezembro 2009 | 00h00

O presidente do Coritiba, Jair Cirino, creditou à torcida organizada Império Alviverde as cenas de violência no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, que levaram à interdição do local. Ainda reclamou de ameaças de morte e ao patrimônio do clube, há uma semana, o que o levou a pedir reforço à Secretaria de Segurança Pública e a aumentar o número de seguranças particulares. "Mas lamentavelmente escapou do controle, e não foi só no estádio", declarou.

De acordo com o dirigente, as ameaças "gravadas e escritas" continuam. "Acho um absurdo ser ameaçado por um jovem e em tons agressivos", afirmou Cirino. Ele disse que há informações de que jogadores e funcionários também vêm sendo acuados. Tanto que decidiu, temporariamente, retirar a família da residência e passou a circular acompanhado de seguranças.

A própria entrevista coletiva de ontem foi realizada em uma chácara na cidade de Quatro Barras, a cerca de 20 quilômetros do centro de Curitiba. Na entrada, todos eram obrigados a se identificar para seguranças particulares. Internamente, policiais militares garantiam a integridade física do presidente, postados dentro da sala onde ocorria a entrevista. "Fico envergonhado."

Garantiu, no entanto, que manterá a candidatura à reeleição - os sócios devem ir às urnas em duas semanas. O objetivo é devolver o Coritiba à Série A já no próximo ano. Para isso, anunciou que, caso vença, manterá o técnico Ney Franco. O presidente afirmou estar ciente das dificuldades e, para isso, pretende cortar custos e investir em categorias de base. Mas, primeiramente, vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) visando reverter a decisão de interdição do estádio. "Vamos mostrar que não há problemas de infraestrutura", disse. "Sei que é difícil, mas vamos tentar minimizar a punição." Assegurou que o clube está contribuindo com a polícia para a identificação dos responsáveis. Em nota, o clube afirmou que, pelas imagens, "já é possível identificar integrantes e dirigentes daquela torcida (Império Alviverde), como autores e principais responsáveis pela agressão e destruição generalizada".

O presidente da torcida organizada, Luiz Fernando Corrêa, disse ter deixado o Couto Pereira antes da invasão da torcida.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.